11 de mai de 2009

Video na internet - febre mundial


Um interessante estudo, realizado pela TNS Global, mostrou que a população mundial já gasta, em média, 30% do tempo livre navegando pela internet. O estudo, batizado de "Mundo digital, vida digital", foi realizado em novembro de 2008, tendo entrevistado 27.500 internautas de 16 países que já têm ampla penetração da rede mundial de computadores.

A constatação foi de que as pessoas gastam cada vez mais tempo na internet, com propósitos variados. Dos entrevistados, os estudantes foram o público que mais declarou usar a internet (40% dos ouvidos). Os jovens chineses ainda são os que permanecem mais tempo online, comprometendo 50% de suas horas de folga fazendo pesquisas na Web.


Dentre as atividades mais feitas dentro da Rede estão o uso de ferramentas de buscas (81% das pessoas entrevistadas usam sites como Google, Yahoo, MSN, dentre outros), seguida de buscas por noticiários (76%). Já 65% das pessoas admitiram que usam internet banking, enquanto 63% procuram informações sobre o clima (previsão do tempo). Já para 63% das pessoas, o que importa é buscar produtos antes de efetivarem compras, através da Web ou em lojas tradicionais, físicas.

Por incrível que pareça, o estudo revelou que o lazer e o entretenimento - atividades como assistir a videoclipes e ouvir músicas - não estão assim tão em alta na preferência dos internautas. A primeira atividade ficou com 51% da preferência, ocupando a oitava posição do ranking; já o hábito de ouvir músicas ficou na décima posição da lista, com 44% da preferência dos entrevistados.

A pesquisa constatou ainda que o grupo de internautas mais envolvido com o mundo online é aquele que está na faixa etária dos 25 anos para baixo. Este público chega a passar 26% de seu tempo extra navegando na internet.

Os países asiáticos ficaram bem posicionados no quesito assiduidade à rede mundial. Na China, os jovens passam, em média, 50% de seu tempo livre na Web; já no Japão e na Coréia do Sul, os entrevistados dedicam 2/5 de suas horas de lazer na internet.

Outro segmento cuja participação tem crescido na internet está o das donas de casa - nos Estados Unidos, elas chegam a passar 38% de suas horas de lazer atrás do computador. No Reino Unido, as donas de casa chegam a gastar 47% de seu tempo livre navegando no ciberespaço.

Interessante é que a pesquisa constatou que é cada vez maior o percentual de pessoas que acessam a internet em movimento - 10% dos entrevistados pela TNS admitiram se conectar pelo menos uma vez por dia à internet via celular. Na Ásia, o número cresce - 25% dos japoneses e dos chineses já navegam através das pequenas telas.

É claro que uma pesquisa realizada em países desenvolvidos, com ampla penetração da internet, acaba mostrando uma realidade diferente da verificada em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, os chamados "emergentes", dentre eles alguns da América Latina.

Sobre essas realidades, pesquisas realizadas pelas gigantes Intel e pela Cisco revelam que o uso da rede mundial de computadores, no entanto, tende a disparar. O cenário é bastante otimista. Segundo o estudo "Visual Networking Index" (VNI), da Cisco, a América Latina terá a maior taxa de crescimento de tráfego de internet do planeta até o ano de 2012. A projeção é um aumento de 61% em cinco anos.

A América Latina lidera o crescimento do uso da internet mesmo quando comparada às realidades da Europa Oriental e da região Ásia-Pacífico. A causa? O rápido aumento da penetração da internet nos ambientes residenciais e a chegada das conexões em alta velocidade (banda larga) nos ambientes corporativos e educacionais.

Espera-se um crescimento exponencial do tráfego IP no segmento de consumidores finais, ou seja, de gente como a gente. Essas pessoas, diz a pesquisa, usarão cada vez mais tecnologias que consomem muito tráfego, como IPTV (televisão que roda na internet) e VoD (vídeo sob demanda, ou seja, download de arquivos de vídeo através da rede mundial), o que puxará o crescimento do tráfego IP mais "pesado", com taxas de crescimento de mais de 68% nas regiões analisadas.

A América Latina também verá crescer o uso de email, dados e acesso à Web - categoria que inclui programas de mensagens instantâneas como MSN Messenger, Yahoo! Messenger, dentre outros, transferência de arquivos em geral e outros aplicativos de internet.

O estudo revelou também que o uso de redes sociais como Facebook, Orkut, MySpace, dentre outras, tem contribuído significamente para o aumento do tráfego IP. No ano de 2012, espera-se, o tráfego de vídeo na internet, sozinho, será 400 vezes o tráfego total dos EUA no ano de 2000. O tráfego de vídeo na internet saltou de 12% do tráfego no ano de 2006 para 22% no ano de 2007.

A previsão é que o vídeo sob demanda, a IPTV, o vídeo P2P (compartilhamento de vídeos através de redes ponto-a-ponto, como os torrents) e o vídeo que roda na internet (streaming) contabilizarão cerca de 90% de todo o tráfego IP de consumo até o ano de 2012. Ou seja, o futuro da internet passará, necessariamente, pelo aumento no interesse dos internautas pelo download e streaming de vídeo.

Isso tudo será possível, na América Latina, por conta da penetração de computadores e do acesso à internet. Ambos vêm crescendo consideravelmente nos últimos anos, segundo relatório da fabricante de chips Intel. Previsões da companhia revelam que o Brasil, particularmente, se tornará o terceiro maior mercado de internet do mundo até o ano de 2010. Já no México, uma pesquisa da Intel mostrou que 31% dos lares já possuem pelo menos um computador; enquanto isso, no Chile o percentual sobe para 63,3%.

Em relação ao acesso à internet, o país da América Latina com o maior índice de penetração de conexão à rede mundial é o México, onde 93% dos donos de PCs usam a máquina para acessar a rede mundial. Em segundo lugar fica a Venezuela, com 77% de penetração, seguida de Argentina (72%), Chile (40,7%), Colômbia (28%) e Peru (14%).

No Brasil, 31% dos lares têm computadores, foi o que constatou uma pesquisa da Ipsos encomendada pela Intel. Por conta do potencial de crescimento, as expectativas do setor de computadores na América Latina se concentram no Brasil, uma vez que o país deverá se tornar o terceiro maior mercado de PCs do mundo até 2010.

Todos os estudos apontam para um crescimento do interesse dos cidadãos pela internet, seja em países desenvolvidos seja nos emergentes. E o acesso à rede passa, primeiro, pela possibilidade de compra de computadores, mesmo partindo-se do pressuposto de que em países com menores rendas os pontos de acesso públicos, como as lan houses, têm exercido papel fundamental para o contato das pessoas com a rede mundial. E, a reboque, a modernidades já exploradas em regiões mais favorecidas, como a Ásia, os EUA e a Europa. E a principal delas, no final das contas, é o vídeo, seja através do download de arquivos seja via acesso direto na rede (streaming), como é o caso de serviços como o YouTube.
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